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| Entrevista com um Militar que trabalhava no quartel na época do desaparecimento de Juan. |
O documentário se passa na cidade de Bariloche, no sul
da Argentina, no ano de 1987 quando tentam reconstruir o que o ocorreu no período marcado pelo golpe de estado que pôs a
junta militar no poder em substituição a ex-presidente María E. Martínez, esposa de Perón.
Posteriormente, Jorge Rafael Videla foi
colocado como presidente da Argentina. O regime político que foi instaurado
durou de 1976 até 1983 e ficou conhecido pela forte violação contra os direitos
humanos e pela disputa de território com o Chile. A argentina neste período iniciou um
processo que foi denominado de Processo de Reogarnização Nacional.
Dentro deste contexto de forte violação aos direitos humanos houve a supressão
do direito à ampla defesa, violentações físicas,
encarceramentos ilegais e assassinatos de pessoas que eram opositoras do
governo vigente, deste modo, inúmeros jovens e adultos que pertenciam a classe
estudantil desapareceram. Muitos foram colocados no cárcere de forma ilegal,
mesmo sendo inocentes. Entre estes jovens desaparecidos se encontrava Juan
Marcos Herman, rapaz
que morava nas redondezas de Bariloche e foi o
único a desaparecer da região.
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| Cena do Filme |
Dez anos após o seu desaparecimento,
outro rapaz entra em cena tentando descobrir os motivos da morte de Juan, desta
maneira, o documentário baseia-se na busca incessante de um jornalista de rádio
de 22 anos que procura desvendar o mistério em torno da morte da Juan. O jovem
jornalista tenta desvendar através de diversas entrevistas com aqueles que
foram acusados de terem sido os responsáveis pela morte de Juan, assim como
aquelas pessoas que eram próximas ao garoto. Entre os entrevistados
encontra-se: o pai, a mãe, os irmãos de Juan Herman, além
deles, também entrevista Teófilo Moana, Eduardo
(Amigo de Juan), Ernesto Moner Ruíz, César
Miguel, o tenente-coronel Sárraga, o
general Castelli, o
capitão Goiti, Miguel Ángel
D'Agostino, o comandante Barberis, César Lanfranqui e o
major Miguel Isturis. Echeverria usa
imenso cuidado na construção desta quebra-cabeça que mostra o retrato
assustador da morte e a normalização do acontecimento.
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| Um "militar" se nega a dar a uma entrevista. |
O jornalista e Echeverria começam
metodicamente com o dia do desaparecimento de Herman e as
memórias de sua família, ampliando lentamente o círculo de tempo e pessoas para
incluir amigos, vizinhos e, eventualmente, os vários representantes das forças
armadas, a polícia e outros oficiais de segurança. Parece que ninguém sabia de
nada, ninguém fez nada. O desaparecimento é muito estranho para todos. Neste
sentido, o jornalista começa a notar as evasões, contradições, e as defesas dos
entrevistados que começam a se acumular sem fim, às vezes, as próprias negações
tornam as provas proferidas por estes mais convincentes. E para complicar o
desenrolar desta história os vizinhos ainda permanecem em silêncio. O filme
participou do Sundance Film Festival
de 1988.



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